Passo a passo para desenvolver o melhor plano de aulas da sua vida

Atualizado: 5 de jan.



Um bom educador sabe que a organização é uma característica crucial durante o desenvolvimento das aulas, principalmente para que haja um trabalho bem feito. Caso não exista um planejamento adequado à proposta escolar, é provável que os alunos não absorvam o conteúdo que deveriam para sua faixa etária.


Por isso, a criação de um plano bem estruturado é um grande aliado no dia a dia do professor que deseja ministrar aulas eficientes e não quer ficar perdido quanto ao conteúdo ou aos melhores métodos de aplicá-los.


Nesse ponto da profissão, você já deve saber o quanto esse planejamento é necessário. Mas será que sabe, de fato, como estruturá-lo de acordo com a proposta da escola e de uma forma que os alunos absorvam o conteúdo da melhor maneira possível?


Pensando nisso, preparamos tópicos especiais para que você possa enriquecer seu planejamento com métodos e conteúdos que irão engajar e envolver seus alunos. Continue a leitura!



Por que um plano de aulas bem estruturado é tão importante?


Um planejamento bem feito é indispensável para uma escola que deseja ser referência de competência dentro do mercado. A partir dele, o professor poderá estabelecer as seguintes demandas:


  • Definição de perspectivas de ensino, competências e habilidades;

  • Listar e analisar os conhecimentos prévios necessários;

  • Estabelecer e providenciar os ambientes e os recursos que serão utilizados;

  • Traçar o passo a passo das metodologias que serão aplicadas para a fixação da aprendizagem;

  • Determinar os critérios de avaliação


No processo de produção, lembre-se de que as exposições devem ser ministradas de forma leve e descontraída para que não sejam maçantes ou improdutivas.


É preciso pensar, ainda, que cada turma ou estudante aprende de uma forma singular. Por essa razão, desenvolva um documento individual para cada classe e adapte o plano conforme ache necessário durante sua análise de resultados. Esse controle também é importante para acompanhar a evolução da aprendizagem.


Além disso, é preciso pensar em métodos inovadores que estimulem a criança a interagir com as atividades. Dessa forma, inclua projetos que envolvam a interação deles com o ambiente e com ferramentas que estimulem essa conexão.


Mesmo que você produza um bom planejamento, pode ser que haja a necessidade de alterações conforme o professor ou a gestão escolar julgue importante. Em razão disso, tenha sempre um plano B para orientá-lo.


Agora, vamos aprender na prática como fazer o melhor plano da sua carreira!


  • Dados e informações


Comece pelo simples e reserve um espaço para informar os dados básicos e as informações necessárias para iniciar o planejamento, especificando um documento para cada turma. Adicione itens como o seu nome, nome da escola, o ano e a turma para qual o planejamento será direcionado.


  • Definindo o conteúdo


Antes de tudo, você deve lembrar que o seu plano de aulas precisa estar de acordo com a proposta pedagógica pré-estabelecida com os pais no momento da matrícula do filho, fazendo com que os objetivos do conteúdo sejam orientados a partir desse acordo. Assim, é possível ter uma visão mais clara acerca dos propósitos desejados para o desenvolvimento do aprendizado do aluno.


Essa ferramenta serve tanto para te auxiliar no momento da organização dos materiais quanto para sistematizar a prática pedagógica, ajudando a estabelecer quais são as formas mais eficientes de ensinar os conteúdos.


No caso da educação básica, adaptar a aprendizagem em metodologias diferenciadas e criativas é uma estratégia indispensável.


Nesse tópico, você também pode descrever as competências e habilidades que serão reproduzidas, ainda seguindo o plano pré-estabelecido pela instituição.


  • Objetivos


Após consultar a proposta da escola para cada faixa etária, você deve seguir alguns métodos para que o planejamento tenha bons resultados, e definir o objetivo do plano de aula é o primeiro passo da construção desse material.


Assim, listamos alguns exemplos de ideias iniciais que vão te ajudar nesse processo:


  1. Em uma turma de crianças com 6 anos de idade, qual é o foco do aprendizado?

  2. Quais práticas utilizadas nas aulas devem ser aplicadas para estimular efetivamente o desenvolvimento da aprendizagem desses estudantes?

  3. Quais materiais são interessantes para auxiliar na captação desse conteúdo?


Tendo em vista o propósito que você deseja atingir no final do ano letivo, fica mais fácil progredir com o seu planejamento.



Metodologia: seja criativo!


Muitos professores relatam que um dos maiores desafios durante as exposições é prender a atenção dos alunos, e esse é um problema que pode ser causado pela falta de adoção de diferentes estratégias no momento da aula.


No ensino básico, por exemplo, é de extrema importância que o educador utilize materiais lúdicos para engajar as crianças. Além de fazê-los absorver o aprendizado de forma mais concreta, torna o aprendizado divertido e fácil de ser ministrado.


Dentro do contexto do ensino híbrido, entendemos que fica cada vez mais difícil inovar durante as exposições, e a dispersão dos estudantes se torna cada vez mais comum. Por isso, agora vamos conversar sobre um assunto que está em alta no cenário educacional e que auxilia, e muito, no planejamento de aulas do professor.


Use tecnologia a seu favor!


Sim, a tecnologia pode ser seu maior aliado dentro e fora da escola. O uso de celular e outros dispositivos multimídia podem parecer problemáticos, a princípio, devido a diversidade de distrações, mas já existem diversas formas de fazer com que o aluno aprenda por meio de gamificação e outros métodos complementares.


Esse recurso pode ser utilizado dentro do plano de aulas, contribuindo para o processo de ensino-aprendizagem e ajudando o professor em diversos aspectos.


Alguns jogos educacionais são baseados na BNCC e possuem uma vasta capacidade de interatividade e engajamento das crianças. Assim, os conteúdos podem ser captados de forma eficiente e inovadora, e você pode alinhá-los com os objetivos e metodologias estabelecidas no início do planejamento.


Uma exposição teórica sem qualquer tipo de material auxiliar tem menos chances de reter a atenção dos estudantes do que um conteúdo bem estruturado através de um recurso tecnológico e especialmente desenvolvido para um aprendizado eficiente, dentro das expectativas dos pais e da escola.


Se você é um educador que possui dificuldades em engajar os alunos, essa pode ser uma ótima ideia caso queira aumentar a produtividade das suas aulas, pois não é necessário ser expert em tecnologia para utilizá-la e nem irá demandar muito do seu tempo.


O uso da gamificação pode te destacar dentro da sua instituição, valorizando seu trabalho e fazendo com que você receba o reconhecimento merecido por fazer um trabalho excelente.


Além de oferecer autonomia à criança, os jogos educacionais também proporcionam total controle sobre os conteúdos propostos e pelo tempo de uso do aplicativo. Dessa forma, a escola e os pais permanecem atentos em como as crianças estão utilizando os dispositivos móveis, servindo, ainda, como um ótimo recurso extraclasse.


Portanto, cabe a você, educador, decidir se quer turbinar ou não a competência do seu trabalho incluindo essa ferramenta nas aulas, considerando a segurança, a eficácia e o controle de limite de tempo em frente à tela.



Defina todos os materiais necessários


Crie uma lista com as práticas que serão realizadas diariamente e, ao lado, estabeleça cada material utilizado. Você também pode optar por organizá-los de forma semanal ou mensal, de modo que fique mais fácil para você se basear.


Cronograma


Nesse tópico você define um cronograma de duração das atividades propostas para dar seguimento às atividades seguintes. Essa função pode ser uma boa aliada para que você tenha em mente as datas exatas e o tempo estabelecido para cada momento do planejamento, permitindo ter uma visão panorâmica sobre o andamento do documento.


Elabore um controle de avaliações


Essa parte é muito importante, pois você precisa saber o quanto os estudantes aprenderam para que seja possível alterar os métodos caso haja necessidade.


Você pode reconhecer o que funcionou ou não, com quais atividades e materiais os alunos tiveram maior facilidade de aprendizado, entre outras análises que ficarão mais claras a partir desse controle.


As avaliações podem ser em formato de exercícios de fixação, tarefas de casa, provas teóricas, práticas, orais ou escritas, de forma que você achar que melhor se encaixa com o perfil da turma.


Seu plano de aulas será seu guia durante o ano letivo, e por isso, tenha ele sempre por perto. Não tenha medo de produzir um conteúdo rico em métodos diversificados, pois eles podem ser a peça chave para que as crianças se sintam mais engajadas durante o aprendizado.



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