O Storytelling como forma de educar

Atualizado: 27 de jan.



A contação de histórias é uma prática muito efetiva quando o assunto é envolver as crianças em situações específicas.


Esse é um momento muito valorizado por elas justamente pela relação afetiva estabelecida durante essa atividade, tanto com as pessoas envolvidas quanto com o enredo e os personagens da narrativa.


E esse é um ato natural que nos acompanha desde a ancestralidade, no momento em que os homens das cavernas criavam desenhos nas pedras para ilustrar as descrições de suas caças e de suas vidas cotidianas.


Dessa forma, já estamos familiarizados com relatos que nos passam informações com formas criativas.


Introduzir o storytelling na educação infantil pode trazer grandes benefícios durante as aulas. Além de ser uma ferramenta poderosa quando pensamos em engajar os alunos nos assuntos trabalhados, ainda há estudos que comprovam a eficácia biológica que essa metodologia estabelece em nosso cérebro, tornando evidente seu enorme diferencial para o processo de ensino-aprendizagem.


Iremos conhecer uma ferramenta tecnológica que é um exemplo de storytelling e que vai te ajudar no momento de inserir essa estrutura em suas aulas de forma prática, sem que você precise entender todos os parâmetros tecnológicos, pois é fácil de manusear e promete ser eficiente.


Portanto, se você é um professor que possui dificuldades em engajar seus alunos durante as aulas e não sabe como fazê-los absorver o conteúdo pré-estabelecido em seu plano de aulas, continue a leitura pois esse artigo irá te auxiliar nesse processo!


Storytelling: o que é e como funciona


Método alternativo às aulas expositivas, a prática do storytelling na educação infantil é um prato cheio quando o desejo é que a criança participe ativamente da atividade proposta, absorvendo os temas de forma leve e descontraída, através de um relato que encanta, comove e convence.


Esse recurso é composto por um conjunto de técnicas responsáveis pela construção de contos que irão potencializar a transmissão dos conhecimentos, permitindo uma melhor absorção das matérias.


A partir dela, as crianças ficam tão atentas ao que está acontecendo com os protagonistas e ansiosas pelo desfecho, que esquecem do mundo ao seu redor.


Associar esse método ao plano de aulas é uma ótima estratégia para efetivar o processo de ensino aprendizagem. O professor pode, ainda, pedir o auxílio dos alunos no desenvolvimento dos materiais que serão utilizados, criando uma proximidade das crianças com a atividade em todas as suas etapas.



Um auxílio dinâmico e interativo no preparo das aulas


O storytelling permite humanizar situações a fim de se estabelecer uma relação de conexão entre os indivíduos e a narrativa retratada.


Você pode perceber por experiência própria que informações dadas de forma “neutra”, ou seja, sem que esse assunto te desperte algum sentimento de curiosidade ou alguma outra emoção mais complexa como felicidade, medo ou tristeza, não são tão cativantes.


A partir de um enredo com personagens, sentidos e imersão, o professor pode dar vida aos temas que serão trabalhados.


Comece a pensar: o que você quer transmitir com as atividades propostas? Como essa história pode agregar no entendimento do conteúdo? Qual vínculo você quer estabelecer de modo que as crianças absorvam os valores citados?


É necessário que haja um planejamento do tema proposto de modo que você organize o ambiente e os objetos que serão utilizados, buscando trabalhar aspectos como sons, texturas e até cheiros. É importante, ainda, permitir que a criança participe da encenação.


Além disso, conhecer os interesses das crianças é parte fundamental do preparo, além de definir quais ideias você deseja transmitir com essa função. Por isso, vamos te ajudar a desenvolver um bom roteiro para potencializar sua narrativa.



Inserindo nas suas aulas: o storytelling na prática


A pesquisa é fundamental em tudo que nos propomos a executar com sucesso. Assim, busque informações com outros profissionais para que você se aprimore e melhore suas táticas. Embora não haja um jeito específico de produzir essa atividade, é interessante que você colha referências que irão te ajudar nesse processo.


Depois de selecionar exatamente os tópicos que você deseja trabalhar, selecione qual relato você deseja produzir. Você também pode pedir a opinião das crianças no momento de escolha.


Por exemplo: o tema seria bem trabalhado no enredo de " Os Três Porquinhos”? Então, separe todos os objetos e materiais que são essenciais para compor essa narrativa, tais como casinhas e fantoches.


Explore os recursos sonoros característicos e abuse da criatividade! Lembre-se que esse é um momento que valoriza a memorização ao mesmo tempo que estimula a linguagem.



Prepare o ambiente


Contextualize tudo o que está acontecendo. Para isso, monte um cenário e encaixe os elementos de forma que os alunos visualizem a história que você está contando. Aqui, a descrição detalhada de tudo que compõe os relatos é um ponto importante a ser estruturado.


Prepare os personagens

Você pode optar por utilizar fantoches, objetos ou até mesmo se caracterizar e entrar a fundo na brincadeira. O personagem principal será o elemento que mais terá a atenção da criança, por isso, deposite mais dedicação nele no momento de dar vida a ele.


Use toda a assistência que tiver disponível, tais como mudança no tom de voz e diferentes formas de interpretação.



A Jornada do Herói


Um modelo muito conhecido de storytelling é o da “Jornada do Herói”, que consiste em uma narrativa repleta de desafios, conquistas e descobertas desse protagonista. Em suma, esse método pode ser baseado em sete premissas, sendo elas:


  1. Introdução


Aqui você irá apresentar o enredo para os alunos. É importante que nesse primeiro contato os alunos se sintam engajados, atentos e, principalmente, curiosos com o que virá adiante. Por isso, seja convincente e explore as imagens, as cores, os sons e as texturas disponíveis para que essa conexão seja iniciada.


2. Problematização


Toda boa história possui desafios a serem enfrentados e superados. Basicamente, os fatos irão girar em torno dessa problemática, na qual o protagonista encontra seus inimigos e contratempos que irão despertar a curiosidade das crianças nessa jornada em busca da solução dos seus problemas e do final feliz.


3. Recusa ao chamado


Esse é um ponto muito interessante que engloba empatia, reconhecimento de falhas e pontos fracos. Nesse momento, o personagem enfrenta dificuldades e deixa expectativa sobre o que irá acontecer a partir dali.


Aqui, o suspense está instalado e as crianças estão curiosas para saber se o herói irá, de fato, desistir ou dar continuidade ao seu objetivo.


4. Ajuda


Esse aspecto fala sobre como as amizades são essenciais e sobre a importância do trabalho em equipe, entre outras coisas, para que seja possível enfrentar o inimigo ou problemática, chegando cada vez mais perto do momento de vitória do herói.


Por isso, invista em outros intérpretes para ajudar o protagonista nesse caminho. Você também pode atribuir ferramentas, guias e soluções para utilizar nessa etapa.



5. Separação em Etapas


A batalha final nem sempre é o único empecilho durante a história, assim, várias outras dificuldades podem aparecer no caminho do personagem.


A cada problema enfrentado, ele irá adquirir bagagens que irão fortalecê-lo no conflito final, então é legal trabalhar com variadas perspectivas de vitórias, construindo pilares de atributos que o ajudarão durante sua trajetória.


6. Desafio final


Muito esperado pelos espectadores, o momento do desafio final é quando o personagem luta com todas as suas forças para enfrentar seu maior obstáculo.


Esse é o momento de superação, força e coragem em que ele terá seu maior aprendizado, e consequentemente será quando os alunos estarão mais imersos em seus relatos.


7. Conclusão


Após vencer seu maior desafio, o herói retoma à sua vida normal. Você pode iniciar um debate sobre as principais percepções e aprendizados dos alunos e encerrar a explicação com as lições adquiridas durante a atividade.



Essas são as características da jornada do protagonista que podem te auxiliar na criação do storytelling, mas o professor tem total liberdade para o desenvolvimento de narrativas que consideram ideias para conciliar com seu planejamento de ensino.


A plataforma de gamificação de jogos educacionais Kiduca possui um exemplo de storytelling que introduz um caminho de desafios e conquistas que o aluno pode adquirir, sendo o agente da própria forma de aprendizado, ajudando Rose a enfrentar os vilões que roubaram seus conhecimentos.


O jogo educacional conta com um universo de conhecimento no qual o aluno possui autonomia para decidir o que ele quer aprender e estudar, de forma muito divertida e inovadora. A ferramenta é baseada nas habilidades da BNCC e própria para alunos de 5 a 11 anos.


Os pais e a escola possuem total controle sobre o tempo decorrido no jogo, recebendo, ainda, dados sobre a evolução da criança durante o uso. A ideia é que os alunos aprendam ao mesmo tempo que se divertem!


Assista ao storytelling:




Qual a relação desse método com o desenvolvimento cognitivo da criança?


Histórias criam memórias mais duradouras por serem capazes de estabelecer um vínculo emocional com seus espectadores, e estudos indicam um melhor desenvolvimento cognitivo em adultos que ouviram histórias quando eram crianças.


Dentre tantos benefícios das narrativas, podemos destacar a liberação da dopamina pelo cérebro, responsável pelo sentimento de prazer.


A Teoria de Ensino de Brumer diz que a memorização de um conteúdo, através de uma narrativa, é vinte vezes mais eficaz do que se apresentada de forma descontextualizada. Assim, as técnicas do storytelling se mostram substanciais para a fixação da aprendizagem.


Essa é uma ótima opção de atribuição que todo professor pode incluir de forma prática e divertida em seu planejamento. A partir dela, o aluno irá desenvolver pensamento crítico, sua criatividade, concentração e conseguirá organizar melhor seus pensamentos.


Por isso, se você é um professor que deseja captar a atenção dos alunos, além de turbinar sua proposta de ensino, vale a pena inserir essa metodologia nas suas aulas!



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