Gamificação como recurso avaliativo das aulas de robótica



O ensino à distância introduziu um novo cenário que ultrapassa a esfera presencial e até mesmo a virtual, combinando aspectos das duas estratégias.


Os alunos do ensino básico já nasceram inseridos em uma cultura digital que mantém forte relação com a tecnologia, principalmente nas aulas de robótica. Esse comportamento foi absorvido intuitivamente, intensificando a potência das novas metodologias vinculadas à educação.


Por isso, utilizar inovações tecnológicas para aplicar avaliações tem inúmeros benefícios. Além de ser uma forma de favorecer o trabalho do educador, facilita o engajamento e propõe uma completa diferenciação entre os antigos métodos de avaliação.


A seguir, você irá saber como recursos inovadores são potenciais ferramentas de engajamento, que aliviam a grande demanda dos professores ao mesmo tempo que indicam possíveis déficits de aprendizagem em programação e robótica, incentivando e potencializando os trabalhos escolares.


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Novas formas de avaliar: por que sua escola deveria investir?


Se estamos falando de uma geração completamente diferente das anteriores, precisamos pensar em adaptações para que ele esteja alinhado com as novas necessidades dos alunos.


A avaliação em robótica é um procedimento que te auxilia a ter um feedback sobre como os estudantes estão absorvendo os conteúdos e se a proposta pedagógica engloba as demandas da turma.

Partindo dessa ideia, consideramos que avaliar é, portanto, acompanhar o desenvolvimento, diagnosticando as dificuldades e oferecendo recursos para que eles mesmos procurem soluções para enfrentar esses problemas.


Os conteúdos trabalhados nessas atividades devem exigir que eles reflitam e apliquem uma estratégia pensada para resolver aquela questão em variados contextos.


O novo cenário educacional traz a ideia de que a avaliação é necessária, contudo, possui o objetivo de mensurar a aprendizagem a partir do viés de formação do indivíduo, e não apenas como uma classificação de aprovação ou reprovação.


O intuito também inclui fazer com que o docente reflita sobre como está a execução do seu planejamento, e se é necessário recalcular a rota.



Avaliando com metodologias ativas


Hoje em dia, é muito importante pensarmos no aluno como centro do seu próprio processo de aprendizagem, estabelecendo maior interação entre a prática pedagógica e um ambiente escolar com ensino significativo, que produz experiências dentro e fora das salas de aula.


Nesse sentido, a avaliação atua como uma ação provocativa do professor, que ao mediar a construção do conhecimento, o desafia a refletir e criar contextos de aprendizagem.


A tecnologia possui o poder de despertar inúmeras linguagens e recursos, que são empregados de diversas maneiras. Cada estudante, em seu próprio ritmo, vai se ajustar à ela de forma distinta.


Então, os professores devem estar preparados para lidar com indivíduos que irão criar várias representações de um mesmo assunto, e com recursos tecnológicos, fica mais fácil saber sobre o desempenho de cada um, entendendo qual precisa ser o próximo passo para realizar posteriores estratégias de recuperação.


Assim, os trabalhos deixam de ser padronizados e os alunos passam a escolher recursos para sintetizar os conteúdos.


Inserir a tecnologia nesse processo também simplifica a realização de avaliações contínuas, já que os feedbacks são pontuais e imediatos.



Coleta de dados


Uma das grandes sacadas de utilizar inovações fora e dentro das salas de aula é a praticidade que elas proporcionam.


A coleta de dados é uma grande ideia na era da informação educacional, já que através dela é possível se informar sobre relatórios com os erros e acertos, facilitando a auto-regulação da aprendizagem.



Utilizando a gamificação em avaliações de robótica


Quando falamos em gamificação, pensamos na possibilidade de desenvolver o estudo através de diversas características fundamentais no ambiente escolar, como a autonomia, a autoconfiança, a criatividade, o raciocínio lógico, entre outros aspectos significativos para a efetivação do ensino.


Esse modelo colaborativo e individualizado permite que jogos sejam alinhados com as competências e habilidades da BNCC de forma lúdica e interativa, ampliando a concentração e consequente absorção acelerada dos assuntos.


Algumas dessas ferramentas permitem que você adicione avaliações, quizzes e atividades personalizadas de acordo com a necessidade de cada aluno, acompanhando o planejamento pedagógico estabelecido pela sua instituição.


Uma das suas particularidades é promover ensino de qualidade enquanto os estudantes se divertem e se sentem engajados nas tarefas.


O conteúdo visual também é uma grande aposta para manter o interesse e a motivação, deixando as avaliações menos maçantes e permitindo uma transmissão de informações de forma mais lúdica e dinâmica.


Além disso, a escola e os pais podem ter total acesso ao tempo de utilização dos games, contando com um painel que contém todas as informações e resultados obtidos através das tarefas oferecidas.


No contexto do ensino de robótica e programação, tanto os discentes quanto os professores já estão familiarizados com mecanismos tecnológicos, e por isso, são capazes de desenvolver maior ligação e facilidade de uso dessas ferramentas.



A partir das informações fornecidas e baseando-se no desempenho dos alunos, é possível reunir os dados necessários para realizar ajustes no planejamento utilizado ao longo do processo de aprendizagem.


Algumas questões importantes que podem ser levantadas são:


  • O que o aluno precisa aprender no momento?

  • Como é possível complementar o que ele já aprendeu?

  • Qual a melhor forma de aprimorar o entendimento desse conteúdo?

  • Quais meios utilizar para manter o interesse dos estudantes?


Reforço escolar e apoio pedagógico em programação e robótica


Após a análise desses feedbacks, é possível apurar se há a necessidade de apoio pedagógico e os principais pontos que precisam de atenção em cada caso.


Oferecer essa metodologia significa dar amparo àqueles que possuem dificuldades, o que é natural quando levamos em consideração que cada indivíduo aprende em seu próprio ritmo.


Se você identificar algo que está impedindo o avanço do aprendizado, é interessante que haja um auxílio apropriado para que o discente possa acompanhar o progresso dos colegas e siga o planejamento pedagógico sem apuros.


É importante lembrar que, independente da sua dedicação, da estrutura atual da escola e dos demais fatores envolvidos, é natural que os estudantes tenham dificuldades em alguns assuntos.


A ideia do protagonismo também inclui que eles devem ser capazes de descrever como os métodos utilizados são efetivos para ele, e a instituição deve estar aberta a receber e analisar os retornos.


Utilizar a tecnologia envolve planejar e adaptar os critérios, uma vez que isso possibilita a autonomia e a promoção do professor a orientador, reforçando o estudante como um sujeito ativo na construção do seu conhecimento.


Verificar o desempenho, seja com plataformas de gamificação ou outras metodologias ativas, significa romper paradigmas e dar espaço a um sistema de educação focado no aluno.



O papel do professor na mediação das avaliações


A adaptação apressada ao ensino à distância dificultou a relação entre os docentes e as inovações, já que não houve um processo gradual de adequação às novidades, e fez com que muitos seguissem presos ao modelo tradicional.


A volta às aulas presenciais traz à tona o déficit de aprendizagem ocasionado por quase dois anos de pandemia, e a partir dessas dificuldades, são necessárias estratégias específicas para essa nova realidade, direcionando maior quantidade de tempo para assuntos que demandam mais atenção.


E com a rapidez e praticidade da tecnologia, ficou cada vez mais fácil visualizar os resultados das avaliações e atividades disponibilizadas virtualmente, permitindo que você foque no seu principal objetivo, que é ensinar.


Novas metodologias surgem da intenção de repensar o ensino, servindo de apoio ao plano pedagógico.



Professor como mediador dos conhecimentos


As salas de aulas modernas contam agora com professores em papéis de mediadores, diminuindo a sobrecarga de trabalho e oferecendo aos alunos maior domínio sobre seu próprio processo de aprendizagem.


Nesse sentido, podemos pontuar algumas características dessa nova atuação docente:


  • Dar oportunidades para que os estudantes expressem suas ideias;

  • Oferecer momentos de discussões sobre os conteúdos propostos;

  • Realizar tarefas individuais e em grupo, utilizando metodologias ativas;

  • Dar auxílio para que eles entendem seus erros, oferecendo a oportunidade de encontrar soluções para resolver determinadas questões;

  • Fazer dos resultados das avaliações ferramentas significativas de acompanhamento dos alunos.


A gamificação, nesse caso, oferece recursos que promovem o engajamento e a motivação nas aulas, favorecendo uma avaliação mediadora efetiva.



Essas ferramentas continuarão válidas mesmo com a volta das aulas presenciais?


Uma das tendências do ensino pós pandemia é a procura por alternativas que estimulem a interação entre os estudantes.


O desenvolvimento das habilidades sociais, essencial no mercado de trabalho, é incentivado pelo convívio entre os indivíduos. Então, o crescimento do uso desses métodos continuará sendo muito útil tanto em questão de avaliação quanto de auxílio durante as aulas.


As características das metodologias ativas, principalmente quando pensamos nos jogos educacionais, permitem que eles aprendam com seus próprios erros e busquem formas viáveis de aplicar o aprendizado para encontrar soluções.


Com sua função colaborativa, os jogadores dividem uns com os outros novos conteúdos através de desafios, intensificando o engajamento, a motivação e principalmente a aprendizagem.


Isso tudo, quando incorporado no plano pedagógico, tem a função de potencializar o ensino de robótica, tirando a sobrecarga do docente e promovendo a escola dentro do mercado educacional, utilizando um grande diferencial competitivo.



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