Dificuldades de aprendizagem: estratégias pedagógicas para crianças com TDAH



O transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) é um distúrbio do neurodesenvolvimento infantil, que pode perdurar durante a vida do estudante. Essa é uma das principais comprovações das dificuldades de aprendizado nos primeiros anos escolares.


É muito comum que esses alunos não absorvam os conteúdos por encontrarem obstáculos durante as aulas e pela facilidade com a qual se perdem nos contextos paralelos aos assuntos do planejamento pedagógico.


Eles possuem dificuldade de memorização, não percebem detalhes, costumam repetir os mesmos enganos nas atividades e perdem facilmente a atenção em temáticas decorativas ou monótonas.


Muitas escolas regulares não conseguem abranger as necessidades dessas crianças, que em algum momento da vida precisam de reforço escolar para efetivar seu processo de ensino-aprendizagem.


A seguir, iremos debater sobre quais são as melhores estratégias para proporcionar um ensino de qualidade para alunos com TDAH.


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Como identificar uma criança com transtorno de atenção?


Normalmente, é possível identificar a manifestação do TDAH ao observar crianças entre 7 e 12 anos de idade, fase importante no desenvolvimento físico, cognitivo e motor do indivíduo.


Esse aluno geralmente apresenta ideias e comportamentos excessivos, facilidade de distração, ações como correr e gritar em sala de aula, entre outras atitudes que refletem no baixo desempenho.


Eles não conseguem acompanhar atividades que implicam habilidades de concentração e atenção, e esses são uns dos principais padrões desse transtorno.


É necessário que os docentes conduzam uma aula capacitada, de modo que alcancem as metas pedagógicas propostas no planejamento.


Pela grande quantidade de crianças no ensino básico regular, muitas instituições não conseguem adaptar o planejamento para oferecer uma metodologia que realmente funcione.


O professor pode identificar nos comportamentos alguns indícios de hiperatividade, no entanto, essa análise deve ser vinculada à coordenação pedagógica, para que todos os envolvidos acompanhem o seu desenvolvimento e contribua positivamente nesse processo.


É papel do docente encontrar metodologias alternativas que contemplem as especificações desses alunos, possibilitando que as atividades estimulem seu aprendizado efetivo.



Capacitação para os professores


As escolas de reforço são ótimas alternativas para alunos com transtorno de hiperatividade, pois é através de uma personalização que eles podem ter acesso a um ensino adaptado conforme suas necessidades.


Por isso, é importante que a gestão ofereça condições para trabalho com casos particulares, através da aquisição de novos conhecimentos por parte da comunidade escolar.


Isso também é fundamental para que eles se sintam capacitados para lidar com as diversidades presentes na educação e com o perfil de cada um.


No caso do TDAH, é necessário que as técnicas das abordagens metodológicas sejam aperfeiçoadas, o repertório didático diversificado e os professores preparados. Para isso, a instituição deve oferecer formações continuadas conforme necessário a partir de uma visão pedagógica.





Estratégias de ensino para crianças com TDAH


Assim como qualquer outra estratégia personalizada, é preciso redigir os métodos de acordo com as especificidades de cada criança.


São as atividades dinâmicas, relacionadas ao plano pedagógico, que permitem ao aluno se expressar ao mesmo tempo que absorve os conteúdos propostos.


Para incentivar a concentração, o docente pode trabalhar com materiais visualmente atraentes, que acolham a curiosidade despertando o interesse e a concentração, seja em aulas práticas, teóricas ou dialogadas.


É importante explorar fotografias, vídeos curtos, músicas, metodologias ativas e outras técnicas que não sejam repetitivas, uma vez que estes estudantes podem se sentir entediados e percam o interesse.


Toda a didática utilizada nas aulas de reforço precisa de mecanismos que estimulem a concentração. São alguns exemplos:



  • Mudança no tom de voz: Mudar e entonação conforme for necessário diante do conteúdo é importante para conquistar a atenção em momentos marcantes dos assuntos;


  • Posicionar o aluno próximo ao professor e longe de janelas e portas: Isso pode ajudar para que ele não se distraia com assuntos e objetos externos à explicação;


  • Iniciar as aulas com alguma motivação: Utilizar quizzes, jogos ou perguntas que devem ser respondidas no final da aula, oferecendo alguma gratificação para incentivar a concentração duradoura;


  • Relacionar o tema da aula com algum contexto prático, que o interessa ou que pode ser atrelado a tarefas práticas: Utilizar meios audiovisuais ou sensoriais irão colaborar para a memorização do aprendizado, já que textos e aulas teóricas extensas não costumam funcionar.


As aulas dinâmicas, além de aproximar o docente do discente, também irão envolvê-los em um objetivo em comum, explorando aspectos fundamentais da formação humana, como a paciência, o respeito e a reciprocidade. Acionar brincadeiras proporciona ao estudante se expressar e libertar suas ideias.



Tecnologia no reforço: aluno como protagonista da sua aprendizagem


Uma aprendizagem significativa pode utilizar contextos em que o aluno é protagonista do seu próprio processo e desenvolva o desejo de aprender de maneira mais efetiva.


Dessa forma, as estratégias de ensino são organizadas a partir das necessidades e das especificidades, e o professor passa a ter o papel de mediador do aprendizado.


Hoje, podemos pensar na tecnologia como uma metodologia que mobiliza esse movimento e engloba grande parte do processo educativo. Utilizá-la no reforço escolar, pensando em casos singulares de TDAH, é uma grande estratégia.


Instigar o uso de metodologias ativas, como jogos educacionais, computadores e tablets ajudam no foco e na motivação pelo seu alto poder de engajamento, com cores chamativas, sons, desafios e elementos divertidos.


Se pensarmos na gamificação, por exemplo, temos a possibilidade de inserir os conteúdos em um ambiente imersivo de realidade virtual, e o aluno aprende enquanto está dentro do seu contexto de aprendizagem.





Outro ponto é a importância do feedback nesse processo. Sinalizar os fatores positivos e negativos de forma construtiva e clara é muito necessário para monitorar os estudantes, uma vez que assim ele percebe o seu próprio desempenho e potencial, e pode se sentir motivado a buscar suas melhorias.


Já é possível coletar dados através de dispositivos tecnológicos de maneira imediata, o que auxilia o professor a obter informações que irão melhorar os resultados sem que seja necessário muito esforço.


Optar por dar aulas com materiais audiovisuais e outros objetos diversificados aumenta consideravelmente o interesse do aluno, ou seja, sustenta sua atenção acerca dos assuntos.



Como avaliar um aluno com TDAH?


Variar e enriquecer as formas de avaliação também é um fator importante para se levar em consideração nas aulas de reforço.


É necessário que os docentes não apliquem somente provas objetivas, mas que planejem avaliar a aprendizagem através de apresentações em sala, da participação em discussões ou do próprio uso de ferramentas ativas, como plataformas de jogos educacionais.


No caso de provas tradicionais, estas devem ser curtas e diretas, sem pegadinhas. A facilidade de distração dos estudantes faz com que eles se percam nos detalhes, por isso é preciso dar um tempo extra ao final para que eles possam rever a avaliação e tenham a oportunidade de corrigir ou refazer alguma questão.


Para melhor compreender a proposta, os professores podem ler as avaliações antes de começar a aplicação, pois eles podem compreendê-la melhor se antes ouvi-las.




O reforço escolar é um momento muito importante para o aluno que possui transtorno de déficit de atenção com hiperatividade, justamente pelo seu alto potencial de permitir que o estudante absorva os conteúdos programados para sua fase de aprendizado sem que seja prejudicado.


Para isso, a escola deve investir na capacitação dos docentes, e estes, utilizar estratégias de ensino personalizadas e específicas para cada caso.




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