Como o Metaverso vai impactar a educação básica?



Já pensou estar em dois lugares ao mesmo tempo?


Imagine um mundo virtual no qual as pessoas podem realizar diversas atividades, visitar países, experimentar roupas e interagir umas com as outras, apenas utilizando avatares e sem ao menos sair do lugar.


Se você é um profissional da educação que está ligado nas novidades do mercado, já deve ter ouvido falar a respeito do Metaverso, termo muito popularizado nos últimos tempos.


Essa forte inovação tecnológica está abrindo espaço para revolucionar ainda mais o setor educacional em tempos de adaptações ao mundo virtual, e promete potencializar o processo de ensino de forma efetiva e duradoura.


A seguir, você vai saber como o Metaverso poderá ser um recurso muito poderoso para escolas inovadoras no futuro.



Metaverso: como surgiu?


Embora essa ideia tenha surgido na década de 90, o termo se difundiu recentemente através das movimentações no universo tecnológico, e após o anúncio de Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, de que a plataforma passaria a ser chamada de Meta, além do seu investimento de cerca de US$50 milhões para o desenvolvimento de seu próprio Metaverso.


O conceito se baseia em uma visão de futuro relacionada à ficção científica, no qual o virtual é incorporado ao meio físico. Assim, é possível recriar experiências em um mundo digital, onde todos podem fazer as mesmas coisas que no mundo real, como ir a shows, visitar amigos, fazer compras, etc.


Para que a execução esteja mais próxima do real, os usuários podem utilizar óculos de realidade virtual ou aumentada e luvas sensoriais, que intensificam sua experiência.


Nesse ambiente imersivo, são utilizados avatares que existem e se comunicam nos mais variados contextos, inclusive na educação, já que os locais são inspirados nos espaços físicos já conhecidos e podem ser incorporados em instituições de ensino.



Realidade Aumentada e Realidade Virtual


Esses dois termos são princípios fundamentais quando pensamos nessa nova evolução tecnológica. A Realidade Aumentada (RA) diz respeito à sobreposição digital, ou seja, a adição de imagens e gráficos em ambientes digitais. Um exemplo disso é o jogo popular Pokemon Go.


Já a Realidade Virtual (RV) permite uma nova forma de conexão e interação, fornecendo a ideia de existência em uma imersão virtual, com o auxílio de objetos como luvas sensoriais e óculos específicos.



Será que você já utilizou esse recurso?


Embora esse assunto esteja em alta nos últimos tempos, o conceito não é algo novo e é possível que alguns elementos já tenham sido utilizados por você.


Muitos videogames online oferecem espaços virtuais que possibilitam a socialização entre pessoas, a presença em exposições, ambientes de fantasia, entre outros eventos. Os jogadores são representados por seus próprios avatares personalizados ou que representam algum personagem fictício.


Empresas como a Roblox, a Fornite e recursos para treinamento e estudos médicos, são bons exemplos de indústrias que já utilizam aspectos relacionados ao Metaverso.


O Metaverso na educação básica


A inédita aderência ao EAD em massa, provocado pela pandemia, desencadeou uma série de novidades que chegaram para revolucionar o ensino básico nas escolas particulares.


A tecnologia será protagonista no ensino das novas gerações, e seu uso será cada vez mais comum e aprofundado.


Diante de um cenário de distrações e déficit de aprendizado causado por má adaptação ao EAD, há hoje a necessidade de otimização dos conhecimentos de forma que os alunos absorvam os conteúdos de forma satisfatória, o que é facilitado pela imersão digital.


O Metaverso pode aprimorar e intensificar a eficácia dos estudos, auxiliando para consertar os obstáculos do processo de aprendizagem. Se pensarmos no EAD, essa funcionalidade ajudará a romper as barreiras criadas pelas telas e o distanciamento entre estudantes e professores.


E se hoje as metodologias ativas são muito importantes no dia a dia, podemos imaginar um futuro em salas de aulas equipadas com óculos especiais, fones de ouvidos inteligentes e luvas que simulam o contato humano, transformando as aulas em um ambiente virtualizado e revolucionando as conexões humanas.



Melhora das habilidades de aprendizado


Imagine um professor de história levando seus alunos para transitar na Roma Antiga, manipulando objetos para estudos, ou até mesmo levando-os para conhecer museus famosos ao redor do mundo enquanto interagem uns com os outros.


Eles poderiam explorar os 4 sentidos durante as explicações e se conectar ainda mais com o assunto estudado, e isso com certeza potencializaria o ensino pelo seu alto poder de engajamento.


Outra perspectiva para se pensar é a utilização dos próprios livros didáticos, que seriam também muito bem aproveitados se relacionados a essa estratégia. Os estudantes poderiam, literalmente, imergir no passado para entender como a história se sucedeu em detalhes factíveis.


Com um planejamento pedagógico adequado, os docentes poderiam inserir inúmeras novas formas de disponibilizar as atividades de acordo com a necessidade de cada turma, seguindo com uma estratégia geral ou individualizando o ensino, com a finalidade de favorecer o apoio pedagógico.




Potencializador da captação e retenção de matrículas


Além dos benefícios para o processo de ensino-aprendizagem, o Metaverso também será muito eficaz para favorecer outras áreas da escola.


Agendar visitas virtuais seria muito mais prático, e recriar espaços digitais para que seja possível realizar visitas sem sair de casa é uma ótima forma de facilitar a matrícula, tornando o processo menos burocrático e mais rápido.


Assim, os pais e responsáveis poderão conhecer tanto o plano pedagógico quanto as salas de aula, os laboratórios, as bibliotecas e as áreas comuns da escola, em um ambiente muito parecido com o do universo material.


Aumentar o número de matrículas é um dos maiores desafios das instituições particulares do ensino básico, então, flexibilizar o sistema do site institucional para receber essa demanda será uma ótima estratégia de captação.



Tecnologias educacionais que já contam com RV e RA implantados nos sistemas


Mesmo com o retorno das aulas presenciais, as novas metodologias tecnológicas continuarão vigentes e não há um caminho de volta ao tradicional, pois elas serão fundamentais na vida dos estudantes.


A boa notícia é que já existem ferramentas no mercado que contam com elementos da realidade virtual e aumentada no seu sistema, e já se mostraram muito eficientes para a aprendizagem. Algumas delas são de fácil implantação e de baixo custo, o que favorece a obtenção e permite que seja introduzida nas escolas em qualquer momento do ano.


Uma delas é a gamificação, que consiste na aprendizagem baseada em jogos e conta com as diretrizes curriculares da BNCC integradas nas atividades propostas. Esse recurso foi idealizado especificamente para o ensino básico e são dispositivos educativos complementares.


Além de favorecer a personalização do aprendizado, essas plataformas levam em consideração as características individuais, elevam o nível de conhecimento e ainda são monitoradas e controladas por professores e gestores.


Nesses jogos, os alunos interagem uns com os outros através de avatares personalizados, enquanto realizam atividades propostas pela instituição, aprendendo enquanto se divertem em mundos similares ao real.




Por que sua escola deve investir em inovação?


Nada mais bem visto no mercado do que diferenciais competitivos que realmente funcionam e potencializam o posicionamento na vanguarda do ensino fundamental.


Estar bem preparado para o mundo digital, investindo em inovações que melhoram a educação, com certeza é um aspecto reconhecido e admirado pelos pais, proporcionando um ensino-aprendizagem eficiente, dinâmico e divertido.


Embora essa seja uma ótima forma de ensinar, o Metaverso ainda está em fase de aprimoramento, mas estamos cada vez mais próximos de vivenciá-lo e usufruirmos de todas as suas possibilidades.


Essas transformações possuem um alto nível de eficiência e irão agregar significativamente no aprendizado e nas formas como nos relacionamos e existimos no coletivo, seja no mundo real ou no digital.



Gostou do conteúdo? Acesse outros artigos que preparamos especialmente para você que quer transformar a educação!





2 visualizações0 comentário