A Cultura Maker e seus benefícios na aprendizagem



Colocar a “mão na massa” é uma forma muito efetiva de aprendizado, principalmente na educação infantil e ensino fundamental I.


As metodologias ativas são fontes potentes de transmissão de conhecimentos e valores, sejam eles pessoais ou sociais, que incentivam a construção do ensino e usufrui de conceitos como autonomia, protagonismo e aprendizagem personalizada.


A cultura maker, embora seja um conceito antigo, existe hoje como uma técnica inovadora que permite a realização de atividades que engajam e envolvem os estudantes em seu próprio processo de ensino.


A seguir, você irá conhecer como essa estratégia pode ser um grande aliado no seu planejamento escolar.


Continue a leitura!


O que é a Cultura Maker e como ela funciona?


As mudanças no mercado educacional potencializaram a transição do ensino tradicional para um sistema mais dinâmico, que trabalha as habilidades socioemocionais em conjunto com os aspectos intelectuais. Assim, o movimento “maker” surge como uma evolução do “faça você mesmo”, fortificando a educação moderna em todo o mundo.


A necessidade de valorizar a colaboração dos sujeitos, tornando-os ativos, fez com que essa técnica se tornasse uma poderosa ferramenta de aprendizado. O surgimento de novas tecnologias, como os kits de robótica e impressoras 3D, impulsionaram o movimento e levantaram questões importantes como a inovação e a sustentabilidade, que são um dos seus objetivos.


A ideia principal é que qualquer pessoa, ao utilizar determinadas ferramentas e certos conhecimentos, possa pensar e elaborar suas próprias soluções para dificuldades do dia a dia.


Quando uma escola aplica essa ideia, ela busca provocar o potencial criativo dos estudantes, incentivando seu raciocínio através do trabalho em grupo e proporcionando a oportunidade de desafiá-los a sugerir outras soluções para determinados problemas, observando outros pontos de vista.


Podemos considerar que um dos principais intuitos desse movimento seja a difusão do aprendizado pela prática.


Os fundamentos proporcionados a partir de elementos como a imaginação, a autonomia, a resolução de problemas e o trabalho em grupo, irão gerar maior destaque em suas futuras profissões, independente de qual área eles decidirem seguir.


Além disso, essa é uma metodologia que pode ser introduzida no ensino infantil, e no ensino fundamental, seguindo até o ensino médio.



Criatividade, colaboração, escalabilidade e sustentabilidade


A criatividade, a colaboração, a escalabilidade e a sustentabilidade são os quatro pilares que dão sustento à Educação Maker e incentivam os alunos a terem autonomia, protagonizando seu próprio processo de ensino-aprendizagem.


As atividades práticas que podem ser desenvolvidas através dessa ideia promovem habilidades importantes para o currículo escolar.


Um exemplo simples de como isso pode atuar no sistema educacional são as famosas feira de ciências, eventos que englobam a multidisciplinaridade ao mesmo tempo que engaja os alunos nas atividades, estimulando a proatividade.


Toda essa dinâmica contribui para que o aprendizado seja retratado em conhecimentos facilmente aplicáveis no dia a dia.


Além disso, essa estratégia também implica o chamado “dê uma chance” ou “tente fazer”, que estimula novas descobertas e a consistência nas atividades propostas, o que é muito valioso no ambiente escolar.


Como educador, você deve saber que a determinação e a conquista são valores entusiastas da abertura e da criatividade, que atualmente são grandes tendências pedagógicas.


A escalabilidade surge da necessidade de organizar e planejar todas as etapas do projeto. Esse pilar está correlacionado à criatividade, pois há a possibilidade de alguma etapa do desenvolvimento não sair como o esperado.


A partir disso, as criações podem ser replicadas ou multiplicadas, em grande escala e com baixo custo. O aluno é desafiado a retomar o passo a passo, verificar o que não deu certo e exercitar sua capacidade de resolver o problema.


a sustentabilidade surge no sentido de aproveitamento de determinados materiais, com finalidade prática. A partir disso, ele está livre para criar soluções que, além de instigar seus conhecimentos intelectuais, ainda colaboram para problemáticas do cenário ambiental.



A Educação Maker


Como dito anteriormente, essa metodologia, quando alinhada com as propostas pedagógicas da escola, é capaz de formar indivíduos autônomos, criativos e proativos.


No momento em que os alunos adquirem independência no seu processo de aprendizagem desde o ensino infantil, eles se tornam os principais agentes do seu desenvolvimento intelectual.


Podemos pensar da seguinte forma: como os estudantes podem aprender mais sobre língua portuguesa? Lendo milhares de páginas de livros ou utilizando formas práticas e táteis de ensino?


Dentre esses benefícios, também podemos destacar o aumento da autoestima, parte essencial do da aprendizagem, no qual o aluno se sente confiante e capaz de aprender os conteúdos propostos.


Como introduzir a Cultura Maker na sua escola


Para dar início as ações envolvendo essa técnica, é importante que os docentes planejem os conteúdos que serão abordados nessas atividades e como elas serão praticadas.


Muitas escolas já contam com o chamado Laboratório Maker, um local dedicado especificamente para a elaboração das propostas.


Um dos benefícios da sua fácil implantação é o fato de que nenhum professor precisa ser expert em determinada área para que possa reproduzir esse recurso nas salas de aula.


Eles podem aprender novos projetos através de tutoriais no YouTube, guiando os alunos e trazendo significados para cada abordagem, além de usar ferramentas como impressoras 3D, cortadoras a laser, kits de robótica ou de programação.


A Cultura Maker também pode ser aplicadas nas funcionalidades dos estudos de robótica. Os estudantes podem realizar montagens de objetos com o uso de sucatas, como, por exemplo, garrafas pet, caixas de leite, jornal, papelão, entre outros.




Com essa ideia, também é possível inventar e produzir diversas outras tarefas dinâmicas e que engajam, tais como:


  • Criação de horta comunitária;

  • Elaboração de maquetes em diferentes disciplinas;

  • Construção de robôs;

  • Elaboração de fantoches para a produção de storytelling;

  • Produção de protótipos de madeira;

  • Entre outros.


A atuação do professor no movimento maker


Dentre tantos benefícios das metodologias ativas na educação, o seu papel em aliviar a sobrecarga docente é um ponto importante quando pensamos em manter um ambiente de trabalho saudável.


Essas novidades também facilitam a transmissão dos conteúdos pedagógicos, permitindo que os professores sejam mediadores e potencializadores da aprendizagem através da autonomia dos estudantes.


Assim, é importante o estímulo do pensamento maker, ou seja, a ideia de que o aluno pode utilizar sua imaginação para a construção do seu próprio aprendizado, explorando milhares de possibilidades.


Sua atuação também envolve o estímulo à observação e o compartilhamento de ideias e resoluções, sendo um mediador do conhecimento.



Por que sua escola deve investir nessa ideia?


Nesse novo cenário da educação, as instituições que não possuem diferenciais competitivos estão perdendo grandes oportunidades de adquirirem e fidelizarem matrículas.


O fortalecimento da autonomia e consequente potencialização do ensino são extremamente significativos, principalmente para deixar para trás aqueles concorrentes que ainda não adquiriram novidades.


Estimular a imaginação e a colaboração dos alunos permite que eles se sintam engajados nas atividades, e assim, aprendam os assuntos na prática, reforçando os conteúdos propostos pelo planejamento escolar.



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